quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O desengano impera hoje

Foi um daqueles dias no trabalho… atropelos, contratempos, desastres! Ao tumulto exterior some-se-lhe o desassossego interior e ei-lo: dilúvio do ego!
Estive prestes a esbarrar num estado de psico-compulsão profissional (isso existe?) e ao longo do dia nada mais me passou pela cabeça senão a ideia de devorar meia dúzia de hambúrgueres e chutar todo e qualquer calhau – vivo e não-vivo - que se atravessasse no meu caminho!
Já no rescaldo do dia, enquanto rumava (e praguejava) a caminho de casa na incessante busca dessa tal de calma interior (que devo ter perdido algures entre o banho e o pequeno almoço), comecei a abrandar o passo e pude finalmente perceber que a minha respiração acalmava e que o coração já tocava a sua velha melodia do desafogo. Tra-lá-lá… Troilará
A poucos metros de casa já eu esboçava sorrisos mentais e suspirava de alívio; quase que ouvia o batucar dos meus pés na calçada e quase quase que jurava dançar ao seu ritmo.

Chego a casa e vejo na TV que morreram 7 miúdas num acidente estúpido em Penafiel! Tudo estragado!

domingo, 13 de setembro de 2009

Ela...




Mão trigueira de redenção e perseverança
Que nunca resigna, mas nem sempre alcança.
Crente e determinada, qual espada
Batalhando todo o dia, por um dia
Acender chamas e reavivar ganas
Em mim. Por mim.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tutorial sobre redenção da alma



F#@$-se!

Pronto, disse-o... muito melhor agora!

Nota: mais eficaz se acompanhado de violência física efectiva*.



* contra pessoas**

** estúpidas.



segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lá, onde me aguardam

Pega nas tuas coisas; vem leve. Traz só o que necessitas e desapareceremos. Sem rasto rumaremos perdidos… tão livremente errantes.
Deixa-os vir também: a dor, o agravo e a redenção. Hoje tudo importa e nada interessa. Somos todos farinha do mesmo estúpido saco.
Acelera! Pelo espelho retrovisor vamos ver o mar e as colinas emaranhados tal qual odes triunfais a quem nos fez brotar da mesma terra. E desaparecerão. Como fumo.
Nuvens eclipsam-se na nossa face e a liberdade está a um bater de asa. Se alguém houver que não queira vir, não lamento por ele, pois verá a seu tempo o que contemplaremos já hoje. Limpo. Solto.
... Enquanto a brisa me eleva rumo ao meu destino final, olho para paredes translúcidas e vejo para além de borralhos e lamaçais. Seremos muitos e predestinados; devolvidos à nossa essência, gritaremos em uníssono PAZ!
Vês? Vês para além?
Bem te disse para trazeres pouca bagagem…